Estéticas em confronto - Classicismo, Barroco e Arcadismo
>> 14 de abr. de 2010
Este artigo faz parte da série "Estéticas em confronto: Classicismo, Barroco e Arcadismo", que irei publicar ao longo da semana.
O pensamento humanista devolve ao homem a liberdade de construi seu projeto de vida, fora das amarras das instituições medievais de Império e da Igreja, os ápices da pirâmide do sistema feudal.(D` ONOFRIO, 2002, p.221).
A literatura desse período cultivou a poesia, a historiografia, a literatura de viagens, a novelística, o teatro clássico e a prosa doutrinária.
As armas e os barões assinalados
Que, dá ocidental praia Lusitana,
[...]
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
Por: A.N. Souza
A denominação Classicismo compreende na literatura um conjunto de motivos que vão influenciar decisivamente na estética Renascentista. Pois, o intelectualismo fez com que predominasse no Classicismo, os ideais de equilíbrio estético e sóbria elegância estilística. Vê-se que o intelectualismo trouxe de volta os modelos gregos e latinos.
Assim, o homem que no período medieval buscava a Deus, no período Renascentista volta para si mesmo. Nascendo assim, o humanismo, influenciado pelas ideias Iluministas. O homem passava a ser o centro de todas as coisas, denominado antropocentrismo. Porém, é importante ressaltar que a política, a econômica, a religião e a cultura foram elementos primordiais no desencadeamento do Classicismo. Porque ele surge à época em que o desenvolvimento das contradições do mundo feudal atingiu o ponto crítico, tornando necessário um novo equilíbrio. Foi nesse período que a burguesia mercantilista ascendeu, e com isso patrocinou a fundação de universidades e escolas, como também custeou as viagens marítimas.
Foi também nesse período que houve o cismo da cristandade, além da descoberta de manuscritos gregos e latinos. Assim, todos estes fatores contribuíram para um novo pensamento do homem em relação a ele próprio, o que torna Renascimento é o resultado de um processo histórico.
O pensamento humanista devolve ao homem a liberdade de construi seu projeto de vida, fora das amarras das instituições medievais de Império e da Igreja, os ápices da pirâmide do sistema feudal.(D` ONOFRIO, 2002, p.221).
O homem renascentista não aceita mais os conceitos universais antes estabelecidos, e passa a concebe-los como superstições. A ciência passa a ter um papel importante, pois agora só era válido aquilo que podia ser verificado
O Classicismo entra em Portugal por meio do escritor Sá de Miranda. Ele voltava da Itália, berço da Renascimento, e traz consigo os novos ideais estéticos.
A literatura desse período cultivou a poesia, a historiografia, a literatura de viagens, a novelística, o teatro clássico e a prosa doutrinária.
Várias são características da estética renascentista, dentre elas podemos destacar a verossimilhança e técnica.
“A estética clássica proíbe a representação ou a descrição de ações que possam ferir a sensibilidade do receptor da mensagem artística. O texto clássico evita tudo o que é chocante, hediondo, grosseiro, vulgar”.(D`ONOFRIO, 2002, p. 232).
Em portugal, o grande poeta deste período foi Luíz de Camões, ele soube como ninguém utilizar todas as técnicas renascentistas em Os lusíadas, poema épico que se utiliza dos modelos artísticos da Antiguidade grego-romana e a exaltação do homem na suas conquistas:
“A estética clássica proíbe a representação ou a descrição de ações que possam ferir a sensibilidade do receptor da mensagem artística. O texto clássico evita tudo o que é chocante, hediondo, grosseiro, vulgar”.(D`ONOFRIO, 2002, p. 232).
Em portugal, o grande poeta deste período foi Luíz de Camões, ele soube como ninguém utilizar todas as técnicas renascentistas em Os lusíadas, poema épico que se utiliza dos modelos artísticos da Antiguidade grego-romana e a exaltação do homem na suas conquistas:
As armas e os barões assinalados
Que, dá ocidental praia Lusitana,
[...]
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
Por: A.N. Souza
Referências bibliográficas
D`ONOFRIO, Slvatorio. Literatura ocidental: autores e obras fundamentais. 2 ed. São Paulo: Ática, 2002.
MOISÉS, M. A Literatura Portuguesa através dos textos. 12 ed. São Paulo: Cultrix, 2006.

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